Do EPHEMERA
Um relatório da PVDE que parece ter passado despercebido em muitos trabalhos de investigação sobre a PIDE.
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Do EPHEMERA
Um relatório da PVDE que parece ter passado despercebido em muitos trabalhos de investigação sobre a PIDE.
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Publicado originalmente no EPHEMERA.
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Sobre o International Committee for Political Prisoners, ver Claudia Funke, International Committee for Political Prisoners Records 1918-1942, MssCol 1515, The New York Public Library – Humanities and Social Sciences Library -Manuscripts and Archives Division, April 1988 (Versão de Setembro de 2004.)
fonte: Esfera dos Livros
Biografia de um Inspector da PIDE.. Fernando Gouveia e o Partido Comunista Português
De memória invulgar, minucioso, inteligente, extremamente vaidoso, visceralmente salazarista, com uma folha de serviço «brilhante», Fernando Gouveia foi um dos investigadores da PVDE/PIDE/DGS mais temidos pelo Partido Comunista Português (PCP).
Era um homem baixo, de rosto fechado, sempre de chapéu e fato engomado, marcado pelo nascimento ilegítimo e por uma infância dura, pai de sete filhos, fruto de vários casamentos.
Este inspector do Gabinete Técnico da Polícia Política conhecia como ninguém os métodos do PCP, a forma de actuação dos seus militantes, funcionários e dirigentes clandestinos, não só a nível político como a nível pessoal. Pela sua mão foram apreendidos documentos fundamentais que Fernando Gouveia estudava minuciosamente, de forma a desmantelar o puzzle comunista, assim como foram presos centenas de comunistas, vítimas de violência e de toda a espécie de torturas, chantagens e pressões psicológicas.
Irene Flunser Pimentel, Prémio Pessoa 2007, traz-nos o retrato não de um herói ou de uma vítima, mas de um agente de repressão do Estado Novo. Com uma investigação baseada no arquivo da PIDE/DGS e na leitura das memórias publicadas, pelo próprio, em 1979, esta historiadora transporta-nos para o interior da polícia política, explica-nos os seus métodos e as suas operações, e conta-nos a história da resistência do Partido Comunista desde os anos 30.
Colecção: História do Séc. XX

Para comemorar o 70º aniversário da criação do campo do Tarrafal, a editorial do PCP, as Edições Avante!, publicou um Dossier Tarrafal. Nesse volume, sem autoria a não ser a da Editora, o que quer dizer de autoria da direcção do PCP, são incluídos documentos conhecidos como também outros inéditos. Como a publicação de documentos inéditos oriundos dos arquivos do PCP não abunda, foi com muito interesse que li este volume. Infelizmente confirmei na sua leitura que o PCP não consegue ultrapassar a sua enorme dificuldade em contrariar as versões oficiais da sua história, com fins de legitimação política, e qualquer política de publicação de documentos inéditos acaba por ser muito restritiva para não entrar em contradições com essas mesmas versões oficiais.
É o caso deste volume, aliás feito sem grandes cuidados de rigor, sem notas, e omitindo muita informação de enquadramento que podia valorizar o que de inédito lá se publica. Grande parte do volume é constituído por documentos já conhecidos ou publicamente acessíveis – artigos do Avante! e testemunhos de antigos presos do Tarrafal – a que são acrescentados dois grupos de inéditos: “diários” do Tarrafal escritos por presos não identificados, e peças da correspondência entre a Direcção da Organização Comunista do Tarrafal e a direcção do PCP, representada por Álvaro Cunhal . Sabia-se da existência destes documentos nos arquivos do PCP, como aliás de outros que continuam a ser escondidos, mas o partido não permitia o seu conhecimento á investigação histórica.

No jornal Público de 3 de Setembro foi publicado um artigo de Artur Pinto, com a colaboração de Margarida Sousa Reis, “Miguel Torga e o Aljube”, sobre a prisão em 1939 do médico e escritor, que a seguir se transcreve:
Recentemente falecido António Rosa Casaco foi um dos elementos importantes na PIDE/DGS, tendo feito a sua “tarimba” nomeadamente nos serviços de Investigação, onde participou em torturas perpetradas sob os presos políticos, e nos serviços de Informação, onde organizou o importante serviço de intercepção postal. No entanto, Rosa Casaco ficou sobretudo conhecido por ter chefiado a brigada da PIDE que assassinou, em Espanha, em 13 de Fevereiro de 1965, o general Humberto Delgado e a sua secretária, Arajaryr Campos. Divididas em cinco capítulos, estas notas para uma biografia de António Rosa Casaco abordam os seguintes temas:
Currículo de António Rosa Casaco
A investigação por meio de tortura
A intercepção postal
“Especialista” em raptos
O Caso Delgado

A recente publicação do livro Conquistadores de Almas de autoria de Pinto de Sá gerou uma discussão que se tem centrado no Público, embora também se tenha verificado nos blogues (numa ocasião posterior farei uma listagem do debate nos blogues). Aqui se reproduzem algumas peças dessa polémica, as que não estão acessíveis em linha.
5 – Joffre Justino – O “caso” Pinto de Sá
6 – Rui Bebiano – Regresso ao Passado, Terceira Noite
7 – Pinto de Sá – Resposta aos ataques de José Manuel Fernandes a propósito do livro “Conquistadores de Almas”, Conquistadores de Almas
Voz do Silêncio – Prisões Políticas Portuguesas.

PIDE Porto
Exposição de fotografias de Pedro Medeiros, com direcção científica de Manuela Cruzeiro, do Centro de Documentação 25 de Abril , até 15 de Maio nas antigas prisões académicas, no edifício da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra.