fonte: INFORMAÇÃO DO MUNICÍPIO DE VILA NOVA DE FAMALICÃO

Conferência no Museu Bernardino Machado, sexta-feira, 16 de Maio, às 21h30

Como funcionavam as associações de estudantes da universidades portuguesas durante a ditadura de Oliveira Salazar? A partir do célebre Decreto-Lei 40 900, que regulamentava precisamente a vida interna das associações de estudantes, e da contestação estudantil que esse decreto provocou, na década de 1950, naquele que foi um dos períodos mais activos do associativismo estudantil em Portugal, o assunto será objecto de debate no próximo dia 16 de Maio, às 21h30, no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão. Trata-se de mais uma conferência do ciclo sobre as “Lutas Académicas e Estudantis: do Liberalismo ao Estado Novo”, que terá como orador convidado Paulo de Oliveira Fontes, professor da Universidade Católica de Lisboa.

Paulo de Oliveira Fontes é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pós-graduado pelo Institut d’Études Politiques de Paris e doutorado em Ciências Históricas pela Universidade Católica Portuguesa. Actualmente é professor na Universidade Católica Portuguesa (UCP) e investigador do Centro de Estudos de História Religiosa (CEHR), cuja direcção integra com as funções de secretário executivo. Membro da direcção da revista Lusitania Sacra. Faz parte de diversas associações, nomeadamente a Associação Portuguesa para o Estudo das Religiões (APERLG).

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Embora o grafismo das publicações estudantis não dependesse apenas da vontade dos seus autores, mas também dos meios técnicos ao seu dispor e que variavam de Associação para Associação em função da sua situação de legalidade, do seu encerramento ou não e do seu “aparelho técnico”, ele manifesta igualmente tendências de gosto e de mensagem política (escrevi sobre isso em ICONOGRAFIA ESQUERDISTA PORTUGUESA 1 e 2). As listas aqui reproduzidas são todas da AAFDL: a de Amadeu Lopes Sabino (1966-7), a de Machado Jorge (1967-8), a de Manuel Roque (1968-9), e a de Arnaldo Matos (1968-9).