
Para comemorar o 70 aniversrio da criao do campo do Tarrafal, a editorial do PCP, as Edies Avante!, publicou um Dossier Tarrafal. Nesse volume, sem autoria a no ser a da Editora, o que quer dizer de autoria da direco do PCP, so includos documentos conhecidos como tambm outros inditos. Como a publicao de documentos inditos oriundos dos arquivos do PCP no abunda, foi com muito interesse que li este volume. Infelizmente confirmei na sua leitura que o PCP no consegue ultrapassar a sua enorme dificuldade em contrariar as verses oficiais da sua histria, com fins de legitimao poltica, e qualquer poltica de publicao de documentos inditos acaba por ser muito restritiva para no entrar em contradies com essas mesmas verses oficiais.
o caso deste volume, alis feito sem grandes cuidados de rigor, sem notas, e omitindo muita informao de enquadramento que podia valorizar o que de indito l se publica. Grande parte do volume constitudo por documentos j conhecidos ou publicamente acessveis artigos do Avante! e testemunhos de antigos presos do Tarrafal a que so acrescentados dois grupos de inditos: dirios do Tarrafal escritos por presos no identificados, e peas da correspondncia entre a Direco da Organizao Comunista do Tarrafal e a direco do PCP, representada por lvaro Cunhal . Sabia-se da existncia destes documentos nos arquivos do PCP, como alis de outros que continuam a ser escondidos, mas o partido no permitia o seu conhecimento investigao histrica.

Sartre se prsente aux portes de Renault le lundi qui suit. Il veut enquter sur ce meurtre. Mais, comme tous ceux qui l’accompagnent, Maurice Clavel, Michel Foucault, Jean Genet…il va dcouvrir que non seulement les rues donnant accs la rgie sont barres par des escadrons de CRS, mousquetons sur l’paule ; que non seulement il faut montrer ses papiers d’identit , sa carte de travail de la rgie, pour passer , mais que la porte Zola est ferme : les OS, aujourd’hui, sortent par la place Nationale, le bas Meudon, “le 38”. L’enqute tourne court. Juste le temps, pour Sartre, de rpondre une question d’un journaliste : “Vous sentez le besoin de faire une enqute vous-mme ? Vous ne faites pas confiance la justice officielle ?” Sa rponse tombe : “Non aucune.”



