Esta edição das obras de Stalin em língua inglesa, a última realizada em sua vida, foi um presente do PC Chinês a uma delegação do PC(ML)P que no final dos anos setenta visitou a China a seu convite (os livros foram-me oferecidos por Jorge Rocha, dirigente do partido e membro da delegação). Em breve publicarei as notas das conversações realizadas durante os encontros entre as duas delegações.


Muito curioso. Se a grafia da sigla está correcta e se se trata do PC(ML)P, se não me engano o grupo do Bolchevista, é mesmo muito curioso.
A ironia do presente não deve ter escapado aos delegados do Partido visitante, pois os chineses eram críticos relativamente a Estaline e a sua forma de mencionarem os contributos positivos de Estaline não escondia divergências importantes. Aqui na Europa existiam muitos grupos maoístas que liam Estaline de uma forma mais dogmática do que os chineses, pelo que estes podem ter pensado (isto é a brincar, claro), que a colecção de livros de que os chineses se livraram podiam ser melhor apreciada por um grupo ml europeu.
Mas ainda relativamente à sigla, o PCP(ML) também foi recebido na China (não sei já ao certo em que ano, 75, 76?) e fez uma grande campanha propagandística em torno desse evento.
Lembro-me perfeitamente dos cartazes com a fotografia de Eduíno Gomes e Deng Xiao Ping a cumprimentarem-se, a revolta que sentimos pela desfaçatez duns e o cinismo doutros. A constatação de que se equivaliam bem consideradas as diferenças de nível e as distâncias físicas entre eles ainda tardou alguns meses.
Abraço