DEBATE SOBRE O MUSEU DO NEO-REALISMO

museuneorealismo.jpgA Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo e a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira organizaram um debate (em 8 de Julho, no Café Central) sobre as “perspectivas” para o Museu do Neo-Realismo, com Fernando Rosas e José Pacheco Pereira. O debate pretendia discutir a orientação do Museu: “só Centro de Investigação? Como Centro de Investigação que respostas tem de dar ? Só Centro Cultural, com exposições e debates ? Que público ? Só arte do passado, sem arte contemporânea ? Do passado, só Neo-Realismo ? E os Movimentos com quem o Neo-realismo polemizou ? Ou tudo isto, na devida proporção ? Qual o peso de cada uma destas vertentes ?”

Este tipo de discussão tem um interesse particular para o futuro do Museu visto que está prevista para 2007 a inauguração do novo edifício de autoria de Alcino Soutinho, que lhe permitirá condições de armazenamento de arquivos, espólios e biblioteca, assim como de exposições, excepcionais. O Museu é já um dos mais importantes repositórios de documentação, em particular espólios literários, sobre a cultura da oposição ao Estado Novo.

Precedendo o debate foi formalizada uma doação de António Mota Redol ao Museu de um conjunto de 40 obras de pintura e desenho de valor estimado superior a 300.000 euros que faziam parte da colecção de seu pai. Dessa doação, que permitirá ao Museu começar a ter património próprio, faz parte o mais conhecido retrato de Alves Redol feito por Lima de Freitas, um quadro da série da tauromaquia de Júlio Pomar e vários desenhos de Pomar e Manuel Ribeiro de Pavia, entre outros.

Advertisements

2 pensamentos sobre “DEBATE SOBRE O MUSEU DO NEO-REALISMO

  1. “Apenas duas rectificações…”

    Agradecendo desde já o inestimável contributo dos historiadores José Pacheco Pereira e Fernando Rosas para o debate sobre o futuro do Museu do Neo-Realismo [MNR], em especial a sua participação conjunta na mesa-redonda realizada no passado dia 6 de Julho, no Café Central de Vila Franca de Xira, em iniciativa da Associação Promotora do MNR e da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, cabe-nos a nós, Museu do Neo-Realismo, esclarecer duas informações menos precisas que Pacheco Pereira tornou públicas no Boletim de “Estudos Sobre o Comunismo”, sob o título “Debate sobre o Museu do Neo-Realismo”.
    Com efeito, poderá resultar alguma ambiguidade quando Pacheco Pereira afirma que “precedendo o debate foi formalizada uma doação de António Mota Redol ao Museu de um conjunto de 40 obras de pintura e desenho…”. Em rigor, esse importante espólio artístico foi doado, por ora, à Associação Promotora e não ao Museu do Neo-Realismo. Ainda que a extraordinária doação do Eng. António Redol traga a promessa de uma posterior passagem para o acervo do MNR, aqui fica a rectificação.
    Por outro lado, nesse mesmo parágrafo é afirmado que a dita doação “permitirá ao Museu começar a ter património próprio”. Ora, apesar da reconhecida qualidade dos trabalhos agora doados, que muito contribuirá para o enrequecimento futuro do MNR, o Museu possui já – para lá de mais de duas dezenas de espólios literários – um importante conjunto de obras de arte (mais de 350), que tem vindo a crescer consideravelmente nos últimos anos em virtude de outras importantes doações realizadas por artistas ligados ao movimento neo-realista, tais como Rogério Ribeiro, Querubim Lapa, Maria Barreira ou Nuno Sampaio, para além de outras ainda, realizadas por famílias de artistas e intelectuais como Mário Dionísio, José Dias Coelho ou Lima de Freitas, entre outros. Por isso, a preciosa doação formalizada pelo Eng. António Redol nessa ocasião – perante uma ampla e diversificada assistência – longe de permitir ao MNR “começar a ter património próprio” constitui todavia um acto de generosidade assinalável que, por certo, ampliará o valor patrimonial, histórico, artístico e cultural dos acervos do MNR.
    Ao Eng. António Redol pela inesquecível e marcante doação e aos historiadores José Pacheco Pereira e Fernando Rosas pelo importante contributo para a ampliação do debate de ideias sobre a importância presente e futura do MNR, os nossos mais sinceros agradecimentos.

    O Assessor para a Área da Cultura da CMVFX,
    David Santos.

  2. errata: no texto “Apenas duas rectificações…” onde se lê “enrequecimento” deve ler-se, obviamente, “enriquecimento”.

    Assessor para a Área da Cultura da CMVFX,
    David Santos.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s