Acabo de ler este terceiro volume que achei tão impressionante e interessante como os anteriores. Ele traduz bem o “clima” em que vivíamos em relação à repressão fascista, mas também em relação ao sectarismo e ao manobrismo dos militantes do PC.
A narração documentada, notavelmente documentada, tem essa força de nos meter lá dentro, pelo menos àqueles, que mais dentro ou menos dentro por lá andaram. Pela minha parte, sempre acusado de “social-democrata” por ser amigo do António Sérgio, estando em desacordo com a candidatura do C.Leal, afastei-me para me permitir acabar o curso de Económicas o que aconteceu nesse ano. aconteceu nesse ano.
A fotografia da página 581 contem um erro – ao meu lado não é o Manuel Sertório mas sim o António Abreu. Atrás de mim, de óculos, está o Domingos Carvalho, claramente um militante do PC; o indivíduo à direita, de pé e só com a cara e ombro esquerdo, é o José António Caetano; encoberto pelo Manuel Cabanas está o Câmara Reis.

(J. Hipólito dos Santos)

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