III VOLUME – VERIFICAR – JOGO DE FUTEBOL EM PENICHE NA TARDE DE 3 DE JANEIRO DE 1960

III Volume – pag.s 717, 721 – Gostaria, por uma questão de rigor, lhe apontar uma provável incorrecção. Passo a explicar.

Na página 717, o Pacheco Pereira refere a realização de um jogo de futebol com a participação do Benfica, em Peniche, no dia da fuga, 3 de Janeiro de 1960. Também na página 721 refere que os primeiros 5 prisioneiros se misturam com adeptos que estão a sair do jogo de futebol.

Não consegui saber se efectivamente houve jogo do Benfica em Peniche nesse dia; provavelmente, apenas os arquivos de "A Bola" ou do próprio Benfica possuirão tal informação; no entanto, acho pouco provável, para não dizer impossível, que um jogo de futebol em Peniche, qualquer que ele fosse, muito menos com o Benfica, pudesse terminar de noite, já que, tanto quanto sei, o campo de futebol então existente em Peniche não tinha iluminação; ora, sem iluminação, nenhum árbitro digno desse nome permitiria que um jogo decorresse de noite.

Assim, creio que as pessoas com quem os prisioneiros se misturaram estariam a regressar de qualquer outro espectáculo, mas não de um jogo de futebol.

(José Jorge Abreu)

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Um pensamento sobre “III VOLUME – VERIFICAR – JOGO DE FUTEBOL EM PENICHE NA TARDE DE 3 DE JANEIRO DE 1960

  1. Creio que o comentador anterior está a fazer um juízo implícito sobre o significado da expressão “regresso do futebol” que pecará, talvez, por falta de imaginação dos hábitos da época.
    Em 1960 pouca gente tinha carro, e muito menos os operários que eram a frequência dominante do futebol.
    Ora num jogo com o Bendica, muito provavelmente a maioria dos assistentes do jogo teriam ido de Lisboa e arredores, onde só poderiam regressar de comboio, o qual era lento e raro. É natural, por isso, que a multidão depois do jogo parasse primeiro para comemorar nas tascas da vila, e depois que muitos jantassem antes do regresso, provavelmente em grupos ruidosos.

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