O Natal pode ser quando UM homem quiser, mas o comércio do dito concentrou nesta época o conjunto asfixiante de objectos que obriga metade da população a endividar-se para não passar por pelintra. Recusem essa lógica desenfreada comprem livros. E não venham sequer com o estafado argumento de que os livros são caros. São mais baratos do que um bilhete de futebol e – garanto-vos – a maior parte das vezes proporcionam um espectáculo bem mais agradável.

Caros? Uma leitora atenta, A.R., põe os pontos nos ii "Como se quem produz os livros não tivesse o mesmo direito a ganhar com essa produção, tal como os produtores de roupa, de filmes e de tabaco!"

E A. R. acrescenta "Como é que, por um lado, queremos que se valorize a leitura e, por outro, continuamos a passar constantemente a ideia de que os livros são caros (quando não são, comparativamente a outros artigos) e de que o dinheiro que se gasta em livros é mal empregue?" (…)

[Portugal hoje – O Medo de Existir, de José Gil; e Carlos Santos Pereira Guerras da informação Militares e Media em cenários de crise]

Para ficarmos nos autores portugueses, ofereça o terceiro volume da biografia de Cunhal por Pacheco Pereira, exemplo maior de um género pouco cultivado entre nós e retrato minucioso de um homem, de um partido, de uma época e de um país.

(Diário de Notícias, 18/12/2005)

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Um pensamento sobre “

  1. …o grande “problema” desta comparação (entre a compra de livros e bens de consumo) é q se eu vou comprar uma camisola, por ex, escolho a q tiver a melhor relação preço/qualidade e…só trago uma!…qd entro numa livraria ñ consigo sair só com um livro!!!…por isso muitas vezes nem entro…se ñ estiver abonada para os meus “consumismos livreiros”…ñ há comparação possível e os livros são caros, sim!…os bons, são!…ag tb é evidente q concordo q é uma desculpa qd alguns usam este argumento para ñ comprar livros, mas gastam mt mais noutras coisas…mas esses ñ se queixam dos livros caros …só usam isso como desculpa…eu queixo-me!

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