com muita prudência, a ver se volta à normalidade.

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5 pensamentos sobre “

  1. Sem querer ser presunçoso, ou corrector ortográfico:
    “á normalidade”, ou em bom português: “à normalidade”?
    Peço desculpa, não podia deixar passar esta…

  2. António Jacinto Pascoal

    Devo confessar que me intriga (sempre me intrigou) que o Dr. Pacheco Pereira tenha querido fazer este trabalho, que o próprio PCP é renitente em elaborar. Já Ana Barradas se queixa do mesmo, sobretudo em relação à questão feminina. Mas não deixa de transparecer uma espécie de nostalgia de um passado que, apesar de tudo, parece, ao Dr. Pacheco pereira, custar a renegar. E indubitável é que presta um bom serviço ao país, à exegese, e, indirectamente, ao PCP. É claro que o Partido preserva os mitos e as construções crípticas, dando de si a imagem esfíngica, mas não deixa de ganhar com um trabalho que vem «de fora», sem ter que mostrar esforço.

  3. Ao comentador sr. Pascoal, faço as seguintes notas:
    1 – Caso nunca tenha reparado, considere que a ideologia comunista mobilizou os melhores filhos do século XX, nomeadamente os jovens mais altruístas, inteligentes e corajosos de cada país e época. Portugal não foi excepção, como precisamente a investigação de JPP mostra e como o mostra também a presença nos lugares cimeiros da vida nacional – da política às universidades passando pelos media e por muitas empresas – de um desproporcionado número de militantes juvenis revolucionários dos fins do anterior regime.
    2 – Até a administração Bush está cheia de ex-trotskistas e ex-maoístas…
    3 – Como foi possível essa juventude da melhor ser aliciada por uma ideologia tão ilusória e cuja prática foi tão criminosa? É isso que precisamente só a História permitirá saber.
    4 – Trata-se de uma interrogação similar a outras como a de como foi possível a barbárie nazi ter sido cometida pelo povo mais instruído e culto da época, ou de como foi possível ter sido a Igreja de Cristo a exterminar pelo fogo e outras torturas horrendas os judeus de Évora, por exemplo…

  4. António Jacinto Pascoal

    Meu caro, Velha Guarda. Achei arrepiante esse «caso nunca tenha reparado», que é uma forma subreptícia de convocar a estultície dos outros.
    É evidente que sei que a ideologia comunista e marxista mobilizou muito boa gente – e, felizmente,ainda mobiliza.
    Que muitos tenham mudado de camisa e passado para campos opostos não me surpreende, dado que, mesmo nas fileiras do PCP, em muitos sectores, havia gente que procurava encher os bolsos, enquanto outros se preocupavam em controlar as despesas a bem dos sectores e do Partido: olhe o caso de um Ministro do actual governo e os esquemas que mantinha na antiga CDL (Central Distribuidora Livreira).
    Não creio que a ideologia comunista seja ilusória. O que é real é ver que as pessoas tratam primeiro de si, do que do bem comum. Remeter o comunismo para as utopias é tentar capciosamente dizer que ele é impraticável, o que só prova que o praticável é a barbárie social. Meu caro, é tão ilusório o comunismo (e o marxismo – aliás, um sistema de que você não se livra), como o Cristianismo. Não se iluda pensando o contrário,ou julgando que as belas intenções são quiméricas. Esse é o argumento dos que preferem o status quo, que é como quem diz, salvo-conduto para «é fartar, vilanagem».
    Que os alemães (que eu aprecio, sobretudo musicalmente, e filosoficamente) ou os Católicos tenham feito o que fizeram, em nome de ideologias, não justifica absolutamente nada, senão que o fizeram. Que temos nós a ver com a Santa Inquisição, se Cristo disse o que disse? Melhor: que tem Cristo a ver com as Cruzadas, com a Inquisição, com a perseguição aos judeus?
    Que tem Marx a ver com os gulags, com o horror da guerra fria ou com o Staline? Não me diga que ainda vai por silogismos…
    Um abraço.
    Pascoal

  5. Velha Guarda

    Estive agora ver o seu blogue “escuridão ao meio-dia” (que infelizmente acabou há um ano). Trata-se de um blogue de que gostei particularmente. Tem intenções de o reatar?

    E estou de acordo com o seu comentário. O idealismo não tem nada que ver com o terror (comunista ou outro) e o fundamentalismo (comunista ou outro). A confusão que o cinismo pretende criar entre estes conceitos visa apenas a tolerância para com os crimes do cinismo (que, deve reconhecer-se, são habitualmente mais discretos).

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