Está em linha o catálogo do alfarrabista In-Libris , intitulado Letras de Liberdade, que inclui muitos dos livros proibidos antes do 25 de Abril e outras edições relativas à luta pela liberdade.

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6 pensamentos sobre “

  1. Ora aqui está uma boa forma de instrução através das lombadas e fichas técnicas dos livros. Com ‘direito’ a breves explicações e tudo. Bastante mais pedagógico do que o habitual ‘arremeço’ das últimas edições ou dos tops ten dos livros.

    Depois de dar uma vista de olhos rápida pelas primeiras ‘páginas’ (não há tempo para muita leitura) faço o meu resumo:
    Augusto Abelaira: não conheço e os títulos provocam alguns tédio.
    Manuel Alegre: não há paciência 😦 ) (bocejo);
    Zeca Afonso: era bom músico, tinha bom gosto e uma voz doce, o que quer dizer que se pode passar os olhos pelo livrito para ver as letras 🙂
    António Lobo Antunes: um tipo genial (pela construção formal dos livros e pela honestidade com que expõe a história e os seus personagens), o que quer dizer que qualquer coisa escrita por ele deve sempre ser lida quando se tem tempo; resumindo: tenho que/quero ler uma série de livros desse homem;
    As 3 Marias: devia ser obrigatório ler. É uma questão de arranjar disponibilidades para ler o tem interesse à partida (um momento de feminismo puro);
    Dário Bastos: não faço ideia de quem seja mas tem ar (o título) de ser bom homem.
    Ferreira de Castro: é impredoável não ter lido. Ainda por cima porque se tem ilustrações de Júlio Pomar, pode valer a pena só por isso.
    João Chagas, não faço ideia quem seja o homem, mas escreveu um livro útil.
    Natália Correia: é capaz se não ser má ideia arranjar tempo, um dia, para a ler. De qualquer modo, nunca foi pessoa que me inspirasse grande admiração (estamos sempre a tempo de mudar de opinião).
    Romeu Correia, não faço a mais pequena ideia de quem é o homem.
    Alváro Cunhal: esse conheço vagamente, até cheguei a ir ouvi-lo uma vez; :- ( ))))) (bocejo valente). O que vale é que só provoca bocejo, podia ser pior. De qualquer modo dever ser muito útil perceber a linha de pensamento autoritária, fria, intrasigente e desprovida de sensibilidade humana e democrática desse homem.
    Ok, uma vez que o senhor vez alguma coisa pelo país, “devo-lhe” o respeito pelo que escreveu.
    Além do que se temos a intenção de perceber o que foi o século XX, designadamento, para os portugueses, parece evidente que temos que ler o dito.

    A leitura ‘das lombadas’ fica por aqui.

  2. (continuando o comentário às lombadas dos livros da In-Libris)

    Barata Dias, não faço ideia quem seja e os títulos não entusiasmam.
    Carlos Ferrão, não conheço mas parece que devia conhecer dado o manancial de informação que parece ter reunido.
    José Gomes Ferreira, esse homem conheço vagamento; era com um dos lvros de poesia dele que ia dando cabo do alinhamento das aulas de filosofia há 15 anos atrás. Um homem com graça e escrita mordaz.
    Vergílio Ferreira, conheço vagamente dos livros que folheei ou de excertos; um dia vou ler um livro de fio a pavio, para formar opinião.
    Manuel da Fonseca, era suposto conhecer mas a verdade é que não conheço (ou se conheço, não me lembro).
    Tomás da Fonseca, é que nem o nome! irra.
    Soeiro Pereira Gomes, mais um ilustre desconhecido.
    Luis Guedes, idem.
    Joaquim Lagoeiro, idem
    Maria Lamas, já ouvi falar mas não conheço.
    José Jorge Letria, idem (de qq modo não faço confusão com o outro);
    Irene Lisboa, idem.
    Bernardino Machado, ok este é conhecido, mas pela intervenção/participação politica. É capaz de ser boa ideia ver o que é que escreveu e fez pela vida republicana.
    José Rodrigues Migueis, nicles, não faço ideia quem seja.
    Domingos Monteiro, idem.
    Luis de Stau Monteiro, este tipo era do meu conhecimento há pelo menos uns 22 anos, por causa da Guidinha. Pronto, aí estão livros cuja leitura é imprescindível para manter o espirito critico e a boa disposição em simultâneo.
    Fernando Namora, há 15 anos atrás fiquei com a ideia que era um chato, vai dai é capaz de ser melhor ler qualquer coisa do homem para contrariar as opiniões geradas na preguiça.
    Almada Negreiros, este também é do meu conhecimento, mas só por uma razão: quem devora Fernando Pessoa aos 14/16 anos, tem necessáriamente que tropeçar (felizmente) neste homem. De quaquer modo, não tenho nada de relevante a dizer por desconhecimento do seu trabalho.
    Carlos de Oliveira, já ouvi falar mas não conheço.
    José Pacheco Pereira, conheço do que leio na imprensa, nalguns (poucos) livros) e na net. Espero que continue a reunir informação sobre o século XX para continuar a lê-lo.
    José Cardoso Pires, conhecia dos media e achava uma figura simpática; quando morreu obriguei-me a lê-lo. Não devo ter feito a melhor escolha; uma vez que não fiquei impressionada depois de ter lido um livro de fio a pavio. Quando ler outro talvez mude de opinião.
    Alves Redol, neste caso é vergonhoso não ter lido senão excertos. Com tempo vou lê-lo com certeza (duas notas: 1.curioso o nome ‘Gloria’, lembrei-me de repente do romance – com 3/4 anos – de Vasco Pulido Valente sobre Viera de Castro e a Primeira República; 2.às tantas não deve ser má ideia começar pelas anotações do Romanceiro Geral do Povo Português)

    Afonso Ribeiro, não sei quem seja.
    Uubano Tavares Rodrigues: lembro-me bastante bem do nome, do que escreveu não.

    Bernardo Santareno, tenho uma vaga ideia de ter lido qualquer coisa deste homem (cujo nome me é conhecido) nos separadores dos livros; isto é, ignorância total minha.

    José Carlos Ary dos Santos, gosto de algumas coisas que li do autor, mas não conheço bem.

    José Saramago, pronto lá voltou o sono 😦 ) (bocejo). Tirando uma passadela muito rápida pelo Memorial do Convento e pelo Ensaio sobre a Cegueira, mais nada a declarar. O comentário: detesto o homem e quase tudo quanto diz nos média, acho-o falso, rude, frio, azedo e presunçoso. Isto é, tem um conjunto de predicados que repelem; vai daí, tudo quanto de acertado possa dizer morre à nascença por falta de respeito pela vida, pela gente.
    Jorde de Sena, li (há 15 anos) e continuo a gostar (ocorreu-me este distico: ‘a vida que grita muito não diz nada, a morte ao dizer tudo é muito calada’.
    António Sérgio, li e gostei de ler. A ‘Breve Interpretação da Hostória de Portugal’ foi, há 12 anos, um auxiliar da cronológia da história de Portugal extremamente importante (esta leitura acompanhada com uns textos de apoio resumidos dá perfeitamente para um aluno médio fazer um exame de História de Portugal para entrada na faculdade sem dificuldade).
    Mário Soares, deve ser aconselhável ler. É uma figura do tempo.
    Franco de Sousa, não conheço.
    Urbano Tavares Rodrigues, conheço o nome e é natural que tenha lido alguma coisa, mas não fica registado na memória.
    Miguel Torga 🙂 talvez seja o homem que me levou a gostar de ler. Depois dos livrinhos infantis, as aventuras e a banda desenhada (que ainda hoje gosto), os Bichos e os Novos Contos da Montanha foram os primeiros livros à séria que li. As politicas educativas às vezes funcionam e os míúdos aderem aos livros. A Criação do Mundo está há uns anos à espera de ser lida de io a pavio. Gosto da poesia, que conheço mal.
    Pedro Veiga, não conheço.
    Mário Ventura, não conheço.

  3. Errata:

    -inúmeras faltas de acento e pontuação.
    -“arremesso” “algum tédio” “imperdoável”
    “intransigente” e outros que não devo ter reparado.
    -várias gralhas.

  4. antonietapaulo

    FORASTEIRA.NIGUÉM CONHECE.

  5. Donde nos virá esta Forasteira?
    Talvez de Marte, pois na terra não conhece ninguém.
    A sua ignorância e atrofio mental só a ela dizem respeito, mas evitava de se pavonear por isso, e já agora, – deixe os livros em paz, se os não entende ou tem uma relação dificil com a literacia.

  6. Separando águas:
    1.
    Pedaços com importância (as descobertas feitas nos livros que tendo não leio/lia)

    “Desatou a chover. Não confessei ainda que a chuva me fascina, mas é verdade. Desde a infância, quando dobrava as costas contra o peitoril da janela e deixava a água alagar-me a cara ou a bebia com todo o vagar, de olhos fechadis Foi essa mania inocente que perdeu Luciana. Abri a janela, estendi-me para fora e a chuva passou por mim à pressa escorregando-me o rosto, caiu como quis nas poucas folhas de reascunho…”
    Carlos de Oliveira, in o Aprendiz de Feiticeiro 1971

    2. O irrelevante pretensiosismo não terá resposta merecida por respeito ao espaço.

    3. De repente fiquei com curiosidade de encontrar um estudo muito em voga nos anos 70, sobre o “Piolho em Camisa Lavada”.

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