ALGUNS TEXTOS DOS “CURSOS LIVRES” NO ISCEF

Os “cursos livres” foram um momento decisivo de renovação do movimento estudantil no início da década de 1970 . Tratava-se de iniciativas ou das Associações de Estudantes , neste caso da AEISCEF , ou de grupos de estudantes com forte motivação política que pretendiam combater a hegemonia tradicional do PCP nos meios estudantis . Publicando textos e documentos sobre questões de actualidade , traduzidos de publicações marxistas estrangeiras , forneceram a muitos estudantes um acesso actualizado aos debates políticos que se realizavam fora de Portugal e de que a censura impedia o conhecimento .
Por outro lado , ao confrontarem os professores com “cursos” alternativos , aceleravam a radicalização política dos estudantes , acentuando as deficiências de formação pedagógica ou a denúncia dos compromissos políticos do corpo docente . Este objectivo encontra-se definido desde o início no “curso lvre” para a cadeira de TE – II :

Não se trata de substituir “fisicamente” o prof. Labisa e Matioli por professores tecnicamente mais competentes, pedagogicamente mais “sabidos”, mais ou menos autoritários; trata-se e É AÍ QUE RESIDE TODA A IMPORTÂNCIA do Curso Livre, de lançar embriões de discussão de base, onde, e através dos quais as pessoas sintam a “sua” alternativa, possibilitando aos grupos de trabalho experimentarem forças perante a investigação crítica dos fenómenos sociais, doseando intervenções no curso por parte dos grupos que mais afincadamente tenham estudado certos pontos da matéria, tornando desta maneira o curso livre uma experiência verdadeiramente colectiva e empreendedora” (“Uma explicação”, Curso Livre do TE – Texto de Apoio nº1)

BIBLIOGRAFIA

Faltam algumas referências na bibliografia , identificadas pela numeração , que é no entanto bastante caótica e pouco fiável .

Texto de Apoio Nº1 . Curso Livre de TE II s.l. (Lisboa) s.d.

Texto de Apoio Nº2 . Curso Livre de TE II s.l. (Lisboa) s.d.

Texto de Apoio Nº3 . Curso Livre de TE II s.l. (Lisboa) s.d.

Texto de Apoio Nº5 . Curso Livre de TE II. As Crises São ou Não Inerentes ao Modo de Produção Capitalista ? s.l. (Lisboa) s.d.

Texto de Apoio Nº6 . Curso Livre de TE II. Maurice Dobb “Capitalismo Ontem e Hoje . Cap. V Crises Económicas s.l. (Lisboa) s.d.

Texto de Apoio Nº7 . John Eaton , “Marx Contra Keynes “(Excertos) Continuação do Texto de Apoio nº 3 .Curso Livre de TE II s.l. (Lisboa) s.d.

Texto de Apoio Nº8 . Curso Livre de TE II s.l. (Lisboa) s.d.

Texto de Apoio Nº9 . Curso Livre de TE II s.l. (Lisboa) s.d.

Textos de Apoio . Porquê a Intervenção Policial ? Caderno 1 . A Importância Actual da Africa Negra. Apoio ao Ponto 1.1 A Questão da Africa Austral s.l. s.d. (1972)

Textos de Apoio . Porquê a Intervenção Policial ? Caderno 2 : Interesses Ligados aos Territórios Africanos (Ponto1.1.A Questão da Africa Austral) s.l. s.d. (1972)

Textos de Apoio . Porquê a Intervenção Policial ? Caderno 3 . Os Custos da Guerra . Apoio ao Ponto 1.1.: A Questão da Africa Austral s.l. s.d. (1972)

Textos de Apoio . Porquê a Intervenção Policial ? Caderno 4 . A Redestribuição das Cartas … Apoio ao Ponto 1.1. A Questão da Africa Austral s.l. s.d. (1972)

Apoio ao Ponto 2 . Reforma e Repressão. Porquê a Intervenção Policial. Caderno 5. 1.Os Aparelhos Ideológicos de Estado 2. Aparelhos Escolares e Luta d s.l. s.d. (1972)

Textos de Apoio . Porquê a Intervenção Policial ? Caderno 8 . O Estado , o Trabalho eos Sindicatos . Apoio ao Ponto 2.4 s.l. s.d. (1972)

Textos de Apoio . Porquê a Intervenção Policial ? Caderno 9 . O Significado da “Liberalização Sindical” Os Seus Limites Um Caso Concreto:o Caso dos Me s.l. s.d. (1972)

Afrique Libre . Tradução Resumida de Algumas Intervenções s.l. s.d. (1972?3?)

Texto de Apoio Nº1 . Para Conhecimento de Angola e Brasil s.l. s.d. (1972?3?)

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Um pensamento sobre “ALGUNS TEXTOS DOS “CURSOS LIVRES” NO ISCEF

  1. Estes textos foram muito importantes para a minha iniciação no marxismo, chegado que era à Universidade (1970) e embora eu fosse do “Técnico” e não de “Económicas”.
    Mas o Mariano Gago e o Félix Ribeiro (mais o Graça, e o Ferro Rodrigues) entendiam-se muito bem.
    Um dos textos que mais me impressionaram chamava-se “Contra a Fábrica”, e ou nesse ou noutro similar foi onde aprendi o que eram o “taylorismo” e o “fordismo” que mais tarde vi retratados nos “Tempos Modernos” do Charlot…

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