Arquivos para a Categoria ‘Repressão’

SOBRE A PIDE-DGS

3/Abril/2004

Foi publicada no Público de 2 de Abril de 2004, uma extensa entrevista a Irene Pimentel, (investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa) que está a terminar a sua tese de douturamento sobre a PIDE-DGS de 1945 a 1974. Na entrevista, para além de uma análise genérica do funcionamento da polícia política, refere em detalhe a utilização de informadores, a tortura e as relações com serviços de informação estrangeiros.

FOTO DE PRISÃO - FORTALEZA DE ANGRA DO HEROÍSMO (1936)

2/Fevereiro/2004

MJPC Angra.jpg

Foto tirada na Fortaleza de S. João Batista em Angra do Heroísmo, Açores , provavelmente em 1936. O preso à direita é Manuel João da Palma Carlos, a quem pertencia o original da foto, que pode ter sido destruído no incêndio que o vitimou. Os outros dois presos não estão identificados.

PIDES ALFARRABISTAS

25/Janeiro/2004

No Abrupto:

“Há dias, em conversa com um antigo colega de curso, este contou-me uma história que lhe foi contada pelo professor José Morgado (um excelente professor, de quem fui aluno em cinco cadeiras) que imediatamente me fez lembrar o seu texto «PORTUGAL NO SEU MELHOR – OS PIDES FILATELISTAS». Por diversas vezes, agentes da PIDE que fizeram rusgas em casa do professor Morgado roubaram-lhe livros (e realço que estou a falar realmente de roubos e não de apreensões) que depois venderam a livrarias. Por mais que uma vez o professor Morgado teve que fazer uma ronda pelas livrarias para os recuperar, pagando-os, naturalmente. Chegou a haver livros que teve que comprar por três vezes: uma em condições normais e duas voltando a comprá-los a livreiros.”

(José Carlos Santos)

TORTURAS DA PIDE

25/Janeiro/2004

Num artigo de hoje do Público São José Almeida escreve o seguinte sobre as torturas utilizadas pela PIDE:

Os métodos [de tortura] usados passavam, por exemplo, por queimar os presos com cigarros. Era também usual interrogar os presos despidos, sobretudo quando se tratava de mulheres.”

Nenhuma destas coisas é verdade, a não ser excepcionalmente. A PIDE torturava e torturava por sistema, não é isso que está em causa. Mas não utilizava queimaduras que deixavam marcas e muito menos despia as mulheres “usualmente”. Há um ou outro relato , muito raro, de queimaduras de cigarro, e ,a não ser num caso de mulheres presas do Couço em que humilhações directas de carácter sexual foram utilizadas, desconhecem-se testemunhos nesse sentido. A PIDE insultava as “companheiras” de tudo quanto havia, mas não as despia.

Afirmar isto é não compreender de todo os quadros de mentalidade que presidiam ao regime A lei não chegava à PIDE, como os PIDEs se gabavam, mas chegava a mentalidade e a “moral” sexual (ou a falta dela). É completamente inverosímil o que se diz no artigo.