Arquivos para a Categoria ‘Fontes’

A EDIÇÃO ELECTRÓNICA DO AVANTE!

27/Março/2008

O PCP fez anos e deu um presente ao país: a colocação na Internet da colecção completa do Avante! clandestino. Fez ainda mais: trabalhou a colecção, indexou-a, e procurou tornar visíveis números que eram impressos em papel escuro que os tornavam quase impossíveis de reproduzir. É uma obra colossal de dedicação e esforço, um verdadeiro serviço público, que vamos ficar a dever a um partido político numa altura em que poucos cumprem funções cívicas. A importância do acto é muito relevante para toda a história do século XX que pura e simplesmente não se pode fazer sem o Avante!. E é também um acto com significado político: pela primeira vez, o PCP coloca à disposição de todos um aspecto relevante da sua história sem o censurar de tudo aquilo que entra em choque com a sua “história oficial”. Só existia um precedente, embora imperfeito, na edição do primeiro volume das obras escolhidas de Cunhal. Se o PCP continuar neste caminho, só merece incentivo e apoio.

ADESÃO À UNIÃO NACIONAL DE JOSÉ CARLOS RATES

17/Agosto/2006

José Carlos Rates, fundador do PCP e seu primeiro secretário-geral, após o seu afastamento do partido, aproximou-se do regime do Estado Novo, num processo idêntico a outros antigos militantes operários, que tinham sido sindicalistas-revolucionários. A 16 de Julho de 1931, o jornal oficioso do regime, Diário da Manhã, publicava o seu pedido de adesão.

A CAPITAL - DIÁRIO REPUBLICANO DA NOITE (1910-1938) DISPONÍVEL NA HEMEROTECA DIGITAL

14/Julho/2006

Num dos mais notáveis esforços de colocar em rede e disponível a todos o nosso património bibliográfico, a Hemeroteca Digital que já dispõe de uma colecção de períodicos e panfletos digitalizados, relevantes para a história do século XIX e XX, finalizou a digitalização de A Capital. O projecto é assim descrito pela própria instituição:

Concluiu-se a digitalização integral deste jornal a partir de microfilme, num projecto que contemplou o tratamento de cerca de 20.000 imagens. Agora, através da Hemeroteca Digital, é possível aceder, gratuita e facilmente, a um dos principais jornais portugueses do primeiro quartel do século XX. A Capital apareceu em Lisboa em 1910 e foi fundada por Manuel Guimarães, seu redactor-gerente e, mais tarde, director e único proprietário. Dos seus colaboradores mais frequentes destaque-se Mayer Garção, Câmara Reis, Joaquim Manso, Reinaldo Ferreira, Avelino de Almeida, José do Vale, Júlio Dantas, entre muitos outros. Atingiu extraordinária popularidade, saindo regularmente até Julho de 1926. Entre 1926 e 1938 saíram apenas números anuais ou bianuais para manter o título.

O jornal é uma das fontes para a história do PCP na I República.

NOVOS TEXTOS EM PORTUGUÊS DISPONÍVEIS NO ARQUIVO MARXISTA NA INTERNET

8/Julho/2006

Foi acrescentada ao Arquivo Marxista na Internet mais uma série de textos de Lenine, Marx, Engels. Gramsci e Luís Carlos Prestes:

 

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DOIS DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DA OPOSIÇÃO NO PORTO

23/Setembro/2005

José da Silva , Relatório Crítico à Jornada do 31 de Janeiro, 7/2/1947

[Trata-se de um documento que revela as tensões dentro do MUD numa fase terminal, no início da guerra fria. Essas tensões vão levar à divisão da oposição entre os comunistas e não comunistas, consumada depois da campanha de Norton de Matos em 1949. José da Silva, um veterano militante comunista vindo dos anos vinte, foi um dos elementos essenciais da ruptura de 1949 que vai dar origem ao Movimento Nacional Democrático, controlado pelo PCP. Sobre José da Silva vale a pena ler os seus dois volumes das Memórias de Um Operário. Neste documento, publicado pela primeira vez, s críticas às hesitações legalistas e à falta de decisão dos órgãos dirigentes locais do MUD, assim como os elogios ao MUDJ são linhas de clivagem que se vão acentuar nos anos seguintes.]

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8

Ruy Luís Gomes, Complemento ao Curricum Vitae de Ruy Luís Gomes (Vida Política)

[Trata-se de uma síntese da actividade política de Ruy Luís Gomes escrita pelo próprio, em complemento ao seu curriculo cíentifico e académico.]

1, 2, 3

Os originais dos documentos pertenciam a Corino de Andrade e uma cópia digital foi cedida por José Carlos Santos, a quem agradeço.

Em Anexo, uma convocatória do 31 de Janeiro de 1947

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PROPAGANDA ANTICOMUNISTA EM LOULÉ (1947)

22/Junho/2005
Nas minhas pesquisas no Arquivo Histórico de Loulé, nas inúmeras pastas confidenciais que por aqui existem, encontrei um Relatório sobre a situação política « nos meios provincianos e rurais” em 1947, com uma análise sobre as diversas classes sociais e a sua adesão aos princípios nacionalistas do regime, sugestões para atrair os descontentes e alvitres de propaganda anti-comunista.

Este Relatório de 6 páginas, foi elaborado por Raul Pinto, Chefe da Secretaria da Câmara Municipal de Loulé e Vogal da Comissão Concelhia da U.N., homem influente nos meios políticos de então, ao ponto de constar que foi graças ás suas diligências e conhecimentos que Salazar veio a Loulé em 1953 (penso que foi a única visita oficial que fez ao Algarve) inaugurar o Monumento a Eng. Duarte Pacheco. Este documento foi enviado na altura para o Secretário Geral da Comissão Central da U.N. , Governo, PIDE, etc.

(Luís Guerreiro – Chefe de Divisão de Cultura e Património Histórico da Câmara Municipal de Loulé)

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UM DISCURSO ANTI-COMUNISTA NA ASSEMBLEIA NACIONAL EM 1959

9/Março/2005
O discurso que reproduzimos a seguir, de autoria de André Navarro, constitui uma exaustiva análise da história e política do PCP, vista pelos olhos de um responsável do Estado Novo. Navarro foi deputado, governante e dirigente da Legião Portuguesa e nesta última qualidade tinha acesso às informações “históricas” da PIDE e da Legião, que utiliza no seu discurso.

O discurso encontra-se no endereço da Assembleia da República de onde retiramos o texto corrigindo alguns dos erros de ortografia e de datação mais importantes.

Diário das Sessões da Assembleia Nacional, VII Legislatura 114, 2/6/1959

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PANFLETOS ANTI-COMUNISTAS DOS ANOS TRINTA

7/Março/2005

PANFLAC.jpg

Este panfleto, e os outros dois que se seguem, são possíveis de datar pelo seu grafismo a meados dos anos trinta (1935?1936?) e têm origem nos meios da nascente Legião Portuguesa.
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FONTES PARA A HISTÓRIA DO PCP: DUAS CARTAS DE PEDRO SOARES/ “LUIGI” DE ABRIL DE 1974

7/Março/2005
Em vésperas do 25 de Abril, o membro do CC do PCP Pedro Soares encontrava-se em Itália, onde o PCI mantinha um aparelho de apoio ao PCP e onde uma série de actividades do partido estavam concentradas. No âmbito dessas actividades, o PCP tinha preparado a ida a Roma de uma delegação de sindicalistas que deveria integrar militantes católicos. Dessa delegação fariam parte frei Bento Domingues e Luísa Teotónio Pereira, actuando Manuel Braga da Cruz como “carteiro” desta correspondência clandestina (A quem agradeço a cedência dos originais.)

As cartas são escritas em linguagem figurada, disfarçando as acções clandestinas numa vulgar combinação de viagem. O 25 de Abril inviabilizou a viagem prevista para Maio.

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POESIA CONTRA A DITADURA

27/Setembro/2003

No História e Ciência , que tem publicado muita informação bibliográfica, sumários e notas sobre matérias de história contemporânea, está reproduzida uma série de poemas “baseados na história”, que inclui essencialmente poemas de “oposição”. Cito da nota introdutória :

“A poesia foi em Portugal, como em muitos outros sítios, uma arma inequívoca e poderosíssima de actuação ou de pronunciação contra o regime ditatorial. Como o foi também a prosa, donde se destaca aquela inserida na denominada “Literatura Neo-Realista”.
Por agora falemos só de poesia, chamando a atenção, em estilo de introdução, para aquela que foi alguma da produção de alguns dos nossos poetas. O Estado Novo foi o visado. As políticas repressivas e os seus agentes, foram os alvos particulares. As condições de vida, a falta de liberdade e a luta do povo, os referenciados. O desejo de mudança, uma constante. Porque no âmbito da História, a vertente da Cultura, reveste especial importância para a compreensão de uma totalidade mais alargada, sendo também o seu reflexo, deixamos então umas breves referências, susceptíveis de permanente complementar e enriquecimento
.”

Lista de poemas reproduzidos:

António Gedeão - “Enquanto”

Sidónio Muralha - “Soneto imperfeito da caminhada perfeita”

João Apolinário - “É preciso avisar…”

José Carlos Ary dos Santos - “Soneto escrito na morte de todos os antifascistas assassinados pela PIDE”

- “Não passam mais”

Mário Dionísio - “Elegia ao companheiro morto”

Jorge de Sena - “A cor da liberdade”

Miguel Torga - “Não passarão”

Maria Teresa Horta - “Mulher resistente”

Papiniano Carlos - “Canção”

Sophia de Mello Breyner Andresen - “Catarina Eufémia”

José Gomes Ferreira - “Não trairei”