Arquivos para a Categoria ‘Extrema-esquerda - História’

A FRACÇÃO DO EXÉRCITO VERMELHO NA HOLANDA

3/Abril/2008
fonte: Matthias Dahlke: Rezension zu: Pekelder, Jacco: Sympathie voor de RAF. De Rote Armee Fraktion in Nederland, 1970-1980. Amsterdam 2007. In: H-Soz-u-Kult, 07.03.2008, <http://hsozkult.geschichte.hu-berlin.de/rezensionen/2008-1-191>.

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Jacco Pekelder, Sympathie voor de RAF. De Rote Armee Fraktion in Nederland, 1970-1980,

Amsterdam, Mets & Schilt, 2007

Die Niederlande stehen aus der Sicht vieler Deutscher eher für Tulpen, Käse und Fahrräder als für politische Gewalt und Terrorismus. Die deutsch-niederländischen Beziehungen sind beiderseits geprägt von Klischees, die auf ein geringes Maß an Gemeinsamkeiten hinzuweisen scheinen. Jacco Pekelder zeigt überzeugend, dass der „Deutsche Herbst“ und der „Holländische Herbst“ (S. 275), wie er die blutige Festnahme und Haft dreier RAF-Mitglieder in den Niederlanden nennt, eng miteinander verflochten waren. Nicht zuletzt wurde Hanns Martin Schleyer auch einige Zeit in Den Haag versteckt.

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“CONTESTAR NUM PAÍS PRÓSPERO” - PUBLICAÇÃO DAS ACTAS

28/Dezembro/2007
Fonte: labnet@lists.labourhistory.net
 
 

Anne Morelli / José Gotovitch (dir.), Contester dans un pays prospère: L’extrême gauche en Belgique et au Canada, Peter Lang: Bruxelles, Bern, Berlin, Frankfurt am Main, New York, Oxford, Wien, 2007. 247 p.

Qu’une population réduite à un état de misère conteste sa situation sociale et revendique de meilleures conditions de vie semble normal. En revanche, pourquoi dans des pays prospères, comme le Canada et la Belgique, pétris de tradition religieuse et bien protégés socialement, retrouve-t-on les contestataires radicaux ? Il peut sembler paradoxal de trouver dans ces pays, par ailleurs imprégnés de conservatisme, des librairies alternatives, des groupes communistes et anarchistes, des journaux d’opposition radicale, des altermondialistes, etc. De l’anarcho-syndicalisme au syndicalisme révolutionnaire, du nationalisme égalitariste à Mai 68, de la lutte pour les droits des sans-papiers à l’action des chômeurs, de multiples formes d’actions et d’organisations se sont développées qui confèrent à la notion d’extrême-gauche des sens fort divers, qu’aucune définition ne permet de cibler exactement.

Qui compose et dirige ces groupes ? Dans quelles traditions s’enracinent-ils ? Quels liens entretiennent-ils avec les classes populaires, avec une classe ouvrière souvent peu critique envers le système ? Les schémas idéologiques classiques permettent-ils d’en saisir la nature et leur place dans l’histoire ? Cet ouvrage, à travers les travaux et comparaisons de chercheurs belges et canadiens, explore un concept indécis, qui traverse les modes et exprime une volonté indéracinable de bousculer les « vieux mondes ».

Contenu :

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EXTREMA ESQUERDA E PORTE NA POLÍCIA - UMA POLÉMICA

21/Agosto/2006

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/up/artigos-bin_imagem_1_jpg_0235223001150746985-353.jpg

 

A recente publicação do livro Conquistadores de Almas de autoria de Pinto de Sá gerou uma discussão que se tem centrado no Público, embora também se tenha verificado nos blogues (numa ocasião posterior farei uma listagem do debate nos blogues). Aqui se reproduzem algumas peças dessa polémica, as que não estão acessíveis em linha.

 

1- José Manuel Fernandes - A abjecção sob a forma de livro de memórias (Público, 13 de Agosto de 2006)

2 - Editora “Guerra e Paz” - Público ataca Conquistadores de Almas (16 de Agosto de 2006)

3- Pinto de Sá - Resposta a José Manuel Fernandes sobre a abjecção em forma de livro (Público , 20 de Agosto de 2006)

4 - José Manuel Fernandes - Os equí­vocos de Pinto de Sá, ou como assumir o passado não implica legitimar o erro (Público, 20 de Agosto de 2006)

5 - Joffre Justino - O “caso” Pinto de Sá

6 - Rui Bebiano - Regresso ao Passado, Terceira Noite

7 - Pinto de Sá - Resposta aos ataques de José Manuel Fernandes a propósito do livro “Conquistadores de Almas”, Conquistadores de Almas

 

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UMA REVISTA DE CONTRA-CULTURA: A MEMÓRIA DO ELEFANTE (Porto, 1971)

7/Abril/2004

Transcrevo, com vénia, do Almocreve das Petas, esta nota sobre a Memória do Elefante, revista publicada no Porto em 1971 e ligada ao movimento de contra-cultural existente no Porto nos anos setenta e à extrema-esquerda. Este movimento acentuava uma politização estética associada à radicalização política, e tentava escapar da hegemonia neo-realista da oposição. Jorge Lima Barreto teve um papel importante neste processo no Porto.
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O JORNAL COMÉRCIO DO FUNCHAL

7/Abril/2004

Transcrevo, com vénia, do Almocreve das Petas, esta nota sobre o Comércio do Funchal, um importante jornal da oposição nos últimos anos do regime ditatorial, ligado a círculos da extrema-esquerda.
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CÉLULA COMUNA DE PARIS (1971)

28/Março/2004
Pequeno grupo político maoísta existente no Porto em 1971. Era constituído por Joâo Barros (engenheiro), José Oliveira (estudante de Arquitectura), José Pacheco Pereira (estudante de Filosofia) e José Teixeira Gomes (estudante de Medicina). O nome do grupo tem a ver com o centésimo aniversário da Comuna de Paris, ocorrido em 1971.
Embora nunca tenha realizado actividades políticas em seu próprio nome, controlava um grupo de activistas estudantis na Faculdade de Medicina que iniciou a publicação em 1971 do jornal Crítica . Este jornal e o grupo estudantil que se veio a constituir à sua volta estiveram na origem de uma tendência associativa (”Por um ensino ao serviço do povo”) que representava a face legal da UEC(m-l).

A Célula Comuna de Paris surgiu no processo de organização clandestina crescente nos meios estudantis do Porto em 1970-1, que deu igualmente origem a O Grito do Povo . Por isso desde o início as suas actividades confundiram se, embora mais tarde os dois grupos se separassem. As principais divergências entre os dois grupos tinham a ver com a apreciação do papel do movimento associativo , defendendo a Célula Comuna de Paris a participação nas associações de estudantes, que O Grito do Povo considerava “reformista”.

A Célula Comuna de Paris dissolveu se em finais de 1971, tendo dois dos seus membros ( José Oliveira e José Teixeira Gomes ) integrado O Grito do Povo e José Pacheco Pereira o PCP(m-l)

Fontes/Bibliografia :

Para um Movimento Estudantil e Sindical de Massas, (síntese das discussôes), manuscrito inédito

O Trabalho no Sector Estudantil , manuscrito inédito

Autocrítica de Z e W , (documento de demissâo de J. Oliveira e J. Teixeira Gomes ), manuscrito inédito

A Questâo das Divergências (Documento de trabalho nº 1),s.l. (Porto), s.d. (1971) (autoria de José Pacheco Pereira)

ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DA LCI

20/Dezembro/2003
Comemorando o aniversário da LCI, o mais importante grupo trotsquista criado no ciclo de organizações de extrema-esquerda da segunda metade dos anos setenta, o Público organizou um dossier que inclui comentários, cronologia e uma breve síntese histórica:

Maria José Oliveira, “LCI, a Vontade Revolucionária Trinta Anos Antes do Bloco de Esquerda “, Público, 20/12/2003

A referência será incluída na bibliografia.

ORIGENS DE UMA CONTRA CULTURA – O CICLO “POPOLOGIA” REALIZAÇÃO “AUTÓNOMA” DE COLABORADORES DA SECÇÃO CULTURAL DA AAFDL (1968)

9/Agosto/2003

O ciclo de sessões “Popologia - mitologias do mundo contemporâneo”, realizado em Março de 1968, foi o primeiro a abrir as actividades culturais associativas às formas, meios e realizações da contra cultura dos anos 60 e à nova estética da cultura pop. O mundo cultural que trazia aos estudantes associativos e a um público juvenil politizado, era predominantemente anglo-saxónico e associado a novas expressões da cultura juvenil como a música pop, a banda desenhada, e o cinema de vangarda. Este ciclo ocorreu antes do Maio de 1968, e revela o papel da recusa das referências culturais neo-realistas, dominantes na oposição onde o PCP era hegemónico no plano cultural, na formação da geração esquerdista dos anos setenta. A radicalização estética precede a radicalização política, mas ambas fazem parte de um mesmo movimento cultural.

Realizada por um grupo de colaboradores da Secção Cultural da AAFDL tratava-se de uma realização “paralela”, “autónoma” (termos em que é descrita na AAFDL, Relatório e Contas da Gerência de 1967-1968, Novembro de 196 8) e teve que ser feita fora das instalações associativas na SNBA. Entre os seus animadores contava-se Manuel Castilho, e Alexandre de Oliveira, já falecido, e um grupo de colaboradores associativos que, desde 1967, se opunham à orientação dominante na Secção Cultural.

A realização “oficial” da Secção Cultural era um ciclo de debates intitulado “Coordenadas da Arte nos nossos dias”, coincidentes para o mesmo mês de Março, com os temas e pessoas habituais do neo-realismo dominante: Mário Sacramento, Lima de Freitas e Machado da Luz discutiam “Arte interferente e arte intemporal”, P. Viana de Almeida, Alberto Ferreira e J. Augusto França, “arte divorciada do público e arte para o povo”, Fiama Hasse, Augusto Costa Dias e Ernesto de Sousa, “arte popular”, Urbano Tavares Rodrigues e Óscar Lopes “o conflito entre o realismo crítico e a arte decadente.”, etc. (Coordenadas da Arte nos Nossos Dias, Ciclo de Conferências promovido pela Secção Cultural da AAFDL, 1968). Era difícil ser mais ortodoxamente neo-realista, ou seja, estar mais dependente da visão estética do PCP.

O ciclo “Popologia” introduzia temas até então ignorados na cultura associativa: movimentos juvenis, “beatnicks”, “provos” e “hippies”, música pop (audição de discos dos Beatles, Bob Dylan, Simon and Garfunkel, Kinks, Manfred Mann, Cat Stevens, etc.) banda desenhada, Andy Warhool, cinema “pop” (que incluia os filmes dos Beatles, A Hards Day Night, Modesty Blase de Losey, Superargo contra Diabolick de Nick Norton, e um filme de Tarzan com Weissmuller).

As pessoas que falavam também não eram as habituais: havia homens da rádio (João Manuel Alexandre do “Em Órbita”), do Jazz (José Duarte, Manuel Jorge Veloso), da música de vanguarda (Jorge Peixinho), cineastas e críticos de cinema como Jorge Silva Melo, António Pedro Vasconcelos, Luis Galvão Teles.
Alguns neo-realistas convidados aceitaram para atacar a realização, como Pedro Nunes de Almeida que no sumário da sua intervenção dizia que: “A intervenção pop não convém à arquitectura - A arquitectura não é passível de um consumo obsolescente que caracteriza o pop”.

O ciclo teve um grande sucesso de participação.

(Popologia. Mitologias do Mundo Contemporâneo, Ciclo de Sessões organizado pela AAFDL na Sociedade Nacional de Belas-Artes, 1968).

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Bibliografia:

AAFDL , Relatório e Contas .…….
Popologia……
Coordenadas...
Quinzena Pop, Cinema Europa, 1968.
Popologia nº 9

A ARMA DA CRÍTICA

14/Junho/2003

Revista publicada em Alger por Manuel Sertório cujo primeiro (e único?) número saiu em Setembro de 1968. Com o lema de “diálogo para a insurreição anti fascista” e para “a revolução socialista”, a revista continha colaboração de Manuel Sertório e de Manuel Alegre.
A orientação da revista era eclética, incluindo citações de Lenine , Cunhal e Garaudy e pretendia combater a “extraordinária escassez de uma produção cultural politicamente válida” e de “teoria política” existente na oposição.
Neste número incluem-se duas cartas dirigidas aos embaixadores da Checoslováquia e da URSS em Argel por Manuel Sertório na qualidade de “marxista revolucionário” contra a invasão da Checoslováquia.

Bibliografia:

A Arma da Crítica , Nº 1, Setembro 1968
(exemplar com correcções e notas manuscritas de Manuel Sertório no Arquivo JPP)

ACÇÃO REVOLUCIONÁRIA COMUNISTA – ARCO

14/Junho/2003

Organização efémera existente no Porto durante alguns meses de 1971. Na sua fundação tiveram influência as concepções sobre luta armada de Marighela e outros teóricos da guerrilha urbana. Fizeram parte da ARCO José Fernando Soares Moura (estudante universitário) seu verdadeiro impulsionador, Serafim da Fonseca (técnico de tecelagem), Francisco de Abreu Soares (empregado de armazém), José Alberto Alves Rocha Paiva (sem profissão), Carlos Oliveira Magalhães Bastos (servente) e Maria Helena Cunha (estudante de Filosofia). Durante a sua curta vida a ARCO praticamente não desenvolveu qualquer actividade, com excepção de um panfleto intitulado Guerra do Povo! distribuído no 1º de Maio de 1971.
A ARCO foi totalmente desmantelada pela polícia em Maio de 1971, que prendeu quase todos os seus membros e assaltou a casa clandestina mantida pela organização em Espinho. Com o julgamento e a prisâo de cinco membros (com penas entre quatro e vinte e dois meses) a ARCO desapareceu.

Fontes / Bibliografia :

- Guerra do Povo! , s.l. (Porto), s.d. (1971)

- Diário de Lisboa , 26/11/1971