Arquivos para a Categoria ‘Arquivos, Bibliotecas, Fundos’

OCCASIO DIGITAL SOCIAL ARCHIVE DISPONÍVEL

28/Dezembro/2003

O Occasio Digital Social History Archive, o arquivo Internet do IISH, está disponível em linha. Da página de apresentação do projecto. reproduzimos a descrição do arquivo e as condições de acesso:

The Occasio Digital Social History Archive is the Internet archive of the IISH. It is a collection of newsgroup messages on social, political and ecological issues distributed on the internet. The project was launched in 1995, following a suggestion by Tjebbe van Tijen, when the Antenna Foundation, at the request of the IISH, started to collect and store APC conferences (newsgroups) and material about the wars in the former Yugoslavia. Its aim was to preserve important social and political digital documents and to make them accessible to historians and social scientists. The Netherlands Organization for Scientific Research (NWO) provided initial funding. As a result, 2,300,000 messages from 2,300 newsgroups dating from 1986-2002 are now available for research. They deal with labour issues, human rights, poverty, development, war and peace, health issues, the environment, women’s and gender issues, regional news, ethnic and religious minorities, media, art, and much, much more.

Nearly all messages were distributed by the Association for Progressive Communications (APC), an international partnership of independent communication networks, of which Antenna was the Dutch representative. A part of the archive is related to the wars in the former Yugoslavia, where peace groups used the Internet to exchange information and to help people find their lost relatives. This collection can be accessed separately.

The Occasio archive is available online. Private APC conferences, however, can only be consulted at the premises of the International Institute of Social History, in compliance with the Institute’s regulations.

Occasio is an archival collection, so users cannot reply to the messages or post new ones. Antenna and the IISH, however, will continue to collect new messages from newsgroups and mailing lists on social and political issues. In the near future, these documents will also become available from the Occasio webpages.

ABERTURA DO ARQUIVO DE MARCELLO CAETANO NA TORRE DO TOMBO

6/Dezembro/2003
Encontra-se disponível a arquivo pessoal de Marcello Caetano na Torre do Tombo. Segundo António Frazão, o seu responsável,

os documentos estão divididos em duas grandes partes: o conjunto de séries associadas a actividades particulares, culturais e políticas não oficiais; outro com séries relativas a funções e cargos políticos e públicos.
No primeiro conjunto, encontram-se as seguintes 12 secções: Instituto dos Estudantes Católicos de Lisboa (1923-24); Estudante da Faculdade de Direito, (1926) - os documentos da greve estão aqui; Integralismo Lusitano (27-28); Sociedade de S. Vicente de Paulo (28); Artigos de Imprensa (32-40); Cruzeiro de Férias às Colónias (35); Guerra Civil de Espanha; Revisão Constitucional (51); Documentos Diversos (47-54) - inclui o processo político; ambiente sociopolítico na universidade e no país (1962); exílio no Brasil (74-80); e correspondência (24-90) - há cartas enviadas depois da morte.
As secções dedicadas aos cargos e funções políticas são oito: 1º Conselho Político Nacional (1932), Conselho do Império Colonial (40), Mocidade Portuguesa (41), Ministro das Colónias (44-47), União Nacional (34-51), Ministro da Presidência (55-58), Reitor da Universidade de Lisboa (59-62), Presidência do Conselho de Ministros (68-74).”

A família assinou na quarta-feira com a Torre do Tombo um contrato onde o depósito passa a doação. “Entrámos na fase da doação”, diz Miguel Caetano. Mas a abertura antes de 2015 - quando se cumprissem 35 anos sobre a morte de Marcello, 50 no caso dos documentos confidenciais, como os relativos ao exílio no Brasil - “estava já prevista, desde que as formalidades fossem cumpridas pela Torre do Tombo. Ou seja, que o arquivo fosse organizado e feito o inventário”.

As condições de abertura foram criticadas por Fernando Rosas que “lamenta que os documentos não tenham um regime de consulta semelhante aos do arquivo de Salazar, também guardado na Torre do Tombo. “O regime tal como existe significa em abstracto que há uma segunda filtragem feita pela família de Marcelo Caetano. Gostava que fosse mais universal. À luz da experiência que há com os arquivos de Salazar e da PIDE/DGS [polícia política], o acesso podia ser mais universal, pois não houve queixas de utilizações abusivas.”

Porém a directora da Torre do Tombo, Miriam Halpern Pereira, diz que

é bastante excepcional que a família autorize a consulta antes do prazo legal”, acrescentando que a atitude da família de Marcello Caetano “é muito digna, generosa e um caso exemplar”. “Isso pode ser violento para os investigadores, mas a regra é que fique fechado, como se passa com o arquivo de Mitterrand”.

E informa que “o grosso da documentação da Presidência do Conselho de Ministros relativa a Marcello Caetano” vai ser transferido para a Torre do Tombo. “Vai ficar imediatamente disponível. Entra prontinha a ser utilizada.”

FUNDAÇÃO ÁLVARO GUERRA

20/Outubro/2003

Segundo notícia publicada pelo Público de 20 de Outubro de 2003, vai ser constituída em Vila Franca de Xira uma Fundação Álvaro Guerra:

Álvaro Manuel Soares Guerra ficou sobretudo conhecido pelas suas actividades como escritor, diplomata e jornalista, mas desenvolveu também um percurso político importante. Pouco tempo depois de ter regressado a Vila Franca, após uma intensa carreira diplomática, Álvaro Guerra faleceu a 21 de Abril do ano passado, vítima de problemas cardíacos.
Como escritor ficou sobretudo conhecido pela publicação da chamada “trilogia dos cafés” - Central, República e 25 de Abril - onde, a partir de conversas desenvolvidas no mais “castiço” café de Vila Franca, relatou fases marcantes da história de Portugal vividas numa vila ribatejana. Antes revelara já a sua forte oposição ao antigo regime e exilou-se em França, depois de sofrer algumas perseguições de agentes da PIDE. Frequentou, então, a École des Hautes Études da Sorbonne, onde enriqueceu a sua experiência cultural. Regressado a Portugal prosseguiu as suas actividades literária e jornalística, colaborando no “República”, jornal opositor do regime, envolvendo-se na fundação do vespertino “A Luta”.
Após o 25 de Abril de 1974 desempenhou funções de director de informação da RTP e foi assessor do Presidente da República Ramalho Eanes. Iniciou, depois, uma carreira diplomática que o levou à antiga Jugoslávia de 1977 a 1984. Na qualidade de embaixador passou, também, por locais como Nova Deli, Kinshasa e Estocolmo.

BIBLIOTECA DULCE FERRÃO NO MUSEU DA REPÚBLICA E DA RESISTÊNCIA

11/Outubro/2003

Segundo regista o Museu da República e da Resistência a Biblioteca Dulce Ferrão será integrada nos seus fundos:

O espólio de 26 mil volumes da biblioteca que o jornalista, escritor e democrata Carlos Ferrão foi reunindo veio enriquecer o núcleo original da Biblioteca - Museu República e Resistência permitindo que a Biblioteca Dulce Ferrão se apresente como o mais completo repositório bibliográfico do Portugal contemporâneo, com destaque para a História da Primeira República, do Estado Novo e da oposição ao Regime, do 25 de Abril e seus actores, da Guerra Colonial e da Descolonização Portuguesa.”

Arquivo de Lino Paulo doado ao Arquivo Municipal de Sintra

6/Outubro/2003

Segundo o Sintra Digital de 16-06-2003 :

“O arquivo particular de Lino Paulo foi doado ao Arquivo Municipal de Sintra. De todo o acervo reunido em toda uma vida política, que vai desde a resistência ao fascismo até aos dias de hoje, o ex-vereador da CDU, Lino Paulo, destacou, em declarações ao Sintra Digital, um documento, datado de 1922, das Juventudes Comunistas e «todos os documentos que retratam a luta contra a especulação imobiliária» bem como os que dão conta da criação do movimento sindical em Portugal. «Quem quiser fazer um estudo sobre a história contemporânea de Sintra e mais especificamente sobre o poder local não poderá deixar de ir ao arquivo», sublinha Lino Paulo.

O ex-vereador Lino Paulo, que desde o 25 de Abril até ás últimas eleições autárquicas foi candidato pela CDU à presidência da Câmara Municipal de Sintra, doou todo o seu espólio ao Arquivo Municipal de Sintra. Dessa forma, fica, a partir de agora, disponível para estudantes e investigadores, um extenso acervo documental que ficará distribuído por oito secções base: estruturas políticas e partidárias, documentação oficial e informação noticiosa, actividade autárquica, cartazes e prospectos, material de propaganda especial, Veredas - Cooperativa Cultural de Sintra CRL, documentação monográfica, jornais e revistas.
Questionado sobre que documentos mais destacaria deste arquivo, que tem vindo a ser tratado por técnicos da Câmara aos níveis de preservação e arquivo, Lino Paulo refere um prospecto «para os que gostam de antiguidades» das Juventudes Comunistas, datado de 1922. Mas refere essencialmente «os documentos que falam da luta travada ao longo dos anos contra a especulação imobiliária, documentos relacionados com o aparecimento do movimento sindical ligado à igreja, ao PCP, PS e aos partidos esquerdistas».

O actual líder de bancada da CDU na Assembleia Municipal refere que foi juntando todos estes documentos «porque pensava que ia seguir uma vida académica» e tencionava produzir um trabalho de investigação histórica sobre o 25 de Abril, o fascismo e o Poder Local, numa altura em que era professor no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, onde leccionava Metodologia das Ciências Sociais. No entanto, a vida política trocou as voltas ao destino do autarca que se deu conta que já não ia realizar o trabalho e que «este material podia interessar a outras pessoas». E foi assim que com João Rodil e Rogério Monteoito, do Arquivo Municipal, Lino Paulo se decidiu a doar o seu arquivo particular.

A cerimónia oficial de doação do arquivo realizou-se no sábado na presença de António Ventura, professor catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa e de José Casanova, membro da Comissão Política do PCP e director do jornal “Avante!”.

ARQUIVOS POLÍTICOS - Alcobaça (16 a 20 de Setembro de 2003)

17/Setembro/2003

Centro de Estudos de Alcobaça da Universidade de Coimbra (16 a 20 de Setembro de 2003)

Organização: Fundação Mário Soares ( CEIS 20 / Universidade de Coimbra

Apoio: Câmara Municipal de Alcobaça

Coordenação:

Alfredo Caldeira (FMS)

Armando Malheiro da Silva (CEIS 20)

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Inscrição: ¬ 250,00

Inscrição+ alojamento (4 noites)+ refeições (8): ¬ 400,00

Secretariado: Dra. Margarida Anastácio

Contacto: tel.-262580870 / fax-262580871

Email - mmca@ci.uc.pt

Os I Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação resultam do Protocolo assinado em Alcobaça, a 12 de Abril 2003, entre a Fundação Mário Soares e o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, a que se associou a Câmara Municipal de Alcobaça.

Os I Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação são dedicados aos “Arquivos Políticos” e realizam-se no Centro de Estudos de Alcobaça da Universidade de Coimbra, de 16 a 20 de Setembro de 2003.

Os I Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação pretendem abordar, de modo sistemático e com base na análise de casos concretos, os seguintes temas principais:

Tratamento e disponibilização pública de arquivos políticos;

Conservação, descrição e classificação de arquivos políticos;

Tratamento específico de suportes como a fotografia e o filme;

Recurso às modernas tecnologias da informação;

Utilização jornalística dos arquivos políticos.

PROGRAMA

Dia 1 – 3ª feira, 16 de Setembro

10.30 - Recepção dos formandos

15.00 - Intervenção de Abertura - Arquivos Políticos e História do Século XX
Luís Reis Torgal

16.00 – Debate coordenado por Armando Malheiro da Silva

Dia 2 – 4ª feira, 17 de Setembro

10.30 - A fotografia nos arquivos políticos, por José Pessoa

11.30 – Intervalo

12.00 – Debate coordenado por Alfredo Caldeira

13.00 – Almoço

15.00 - Caso 1 – Arquivo de Sidónio Pais - Apresentação e debate coordenados por Armando Malheiro da Silva

18.00 - Visita à exposição da Casa-Museu João Soares (Cortes, Leiria) - ”Século XX Português: Os Caminhos da Democracia”

Dia 3 – 5ª feira, 18 de Setembro

10.30 - Organização, descrição e classificação de arquivos políticos, por Fernanda Ribeiro

11.30 – Intervalo

12.00 – Debate coordenado por Armando Malheiro da Silva

13.00 – Almoço

15.00 - Caso 2 – Archivo General de la Guerra Civil Española - Apresentação e debate coordenados por Miguel Angel Jaramillo Guerreira

17.30 – Intervalo

18.00 – Caso 3 – Arquivos oposicionistas no exílio/O Arquivo de Jaime de Morais - Apresentação e debate coordenados por Heloísa Paulo

Dia 4 – 6ª feira, 19 de Setembro

10.30 – Sistemas de Gestão Documental - Demonstração do “Fortis”, por Álvaro Leitão

11.30 – Intervalo

12.00 – Debate coordenado por Armando Malheiro da Silva

13.00 – Almoço

15.00 - Caso 4 - Arquivo da Resistência de Timor-Leste - Apresentação e debate coordenados por Alfredo Caldeira

18.00 - Visita guiada ao Mosteiro de Sta. Maria de Alcobaça

Dia 5 – Sábado, 20 de Setembro

10.30 - Sessão de Encerramento - Programa a anunciar

13.00 – Almoço

15.00 - Mesa-redonda Jornalismo e arquivos políticos, com José Pedro Castanheira, José Pacheco Pereira e João Madeira - coordenada por Alfredo Caldeira

17.30 – Encerramento e entrega de diplomas

© FUNDAÇÃO MÁRIO SOARES

ARQUIVOS DO COMINTERN E PROJECTO INCOMKA

21/Junho/2003

Publica-se a nota que John Earl Haynes fez para a lista de discussão H-HOAC, dos estudiosos do comunismo americano, sobre o estado deste projecto , fundamental para toda a história contemporânea do século XX :

COMINTERN E-ARCHIVE CREATED

A number of messages have come in inquiring about the posting COMINTERN E-ARCHIVE CREATED, asking for access details and other matters. Below is an explanation of the project that may answer most of the questions.

The posting was from the Russian press service RIA Novosti and dealt with the final stages of what is generally referred to as the Incomka project.

The Communist International holdings at the Russian State Archive of Socio-Political History (RGASPI) in Moscow have only been open to scholars since 1992. The holdings are massive, somewhere between 20 and 25 million pages and the finding aids (opisi) for the various sections themselves total more than 20,000 pages and are in Russian. Consequently, access to this still only lightly explored archive is not easy.

The International Committee for the Computerization of the Comintern Archive (”Incomka” to the original European partners) undertook a project to facilitate research into the Comintern archive. Begun by the International Council on Archives, its partners are the Russian State Archive of Social-Political History, Federal Archival Service of Russia, Archives of France, Federal Archives of Germany, State Archives of Italy, National Archives of Sweden, Federal Archives of Switzerland, Ministry of Education, Culture and Sport of Spain, Library of Congress of the USA, and the Open Society Archives of Hungary.

The Incomka project has two parts: first, to digitize as images one million pages of the most used and historically significant documents of the Comintern and, second, to digitize the finding aids to Comintern collections at RGASPI into an electronically text-searchable database.

An international committee of historians recommended which sections of the Comintern archive were to be digitized. (I served on the committee.) Entire sections were chosen for digitization, not individual documents. For example, one of the digitized sections is fond (collection) 495, opis
(inventory) 15, the records of the secretariat of Andre Marty, a French Communist leader and member of the Executive Committee of the Communist International (ECCI) in the 1930s. All of the documents in the Marty secretariat are digitized, not a selection of individual documents. RGASPI agreed to the sections recommended by the committee with the exception of the records of four personal secretariats, those of Manuilsky, Piatnitsky, and two Dimitrov collections. These were withheld due to the presence of intelligence agency material in these opisi that Russian security regulations prohibit from public use until declassified, a process that has not yet been completed.

The sections richest in American-related material are included in the opisi chosen for digitization: The American Commission (495-47) and the Anglo-American Secretariat (495-77). Note that this Comintern American material is not the same as RGASPI fond 515 opis 1, the CPUSA collection, that is available on microfilm.

The scanning of the documents was undertaken by RGASPI archivists who also prepared the Russian-language database. The database (designed by a Spanish software firm) is essentially an edited electronic version of the printed RGASPI finding aids allowing computer searches using file descriptors, key words, and personal or organizational names down approximately to the individual file folder (delo) level (not to an individual document level). The database allows rapid location of file descriptions of the entire twenty-million plus pages of the Communist International archive at RGASPI, not just the one-million pages electronically scanned for the Incomka project.

To facilitate international use, Incomka determined that the database was to be electronically searchable in both Cyrillic-alphabet Russian and Latin-alphabet English. The U.S. Library of Congress agreed to be the lead agency for translation of the database with Dr. Ronald D. Bachman, the Library’s Polish and East European area specialist, as the supervising linguist. Particularly with personal names, the translation task was a formidable one, where a name in Finnish, French, Chinese or some other language had been transliterated into Russian by a Comintern clerk, sometimes one with limited translation skills, and the Russian translation then being incorporated into the RGASPI finding aid and Incomka data base. To assist with the difficulties of translating the names from Russian into Latin-alphabet English, 167 scholars from 54 countries were called upon to review and correct when possible misspellings and translation garbles with names.

The Incomka project is now in its final stages. At the end of June the final product will be installed in computer work stations at RGASPI with installation at the partner institutions following. Installation at the Library of Congress is currently scheduled for the end of September 2003. The Incomka product will initially be accessible only at workstations at the partner institutions, an RGASPI requirement. RGASPI is negotiating with web providers to make the Incomka project available on a subscription/fee basis via the web, but that is for the future. Until the web product is available, the Incomka product will be available for free but only at a workstation in each partner institution.”