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	<title>ComentÃ¡rios em: IRENE PIMENTEL &#8211; ALGUNS DADOS PARA UMA BIOGRAFIA DE ANTÓNIO ROSA CASACO</title>
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	<description>OS MOVIMENTOS RADICAIS DA ESQUERDA E A OPOSIÇÃO AO ESTADO NOVO</description>
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		<title>Por: Deus</title>
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		<dc:creator>Deus</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2006 18:02:13 +0000</pubDate>
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		<description>Aquilo que me arrepia nos comentários de Pina de Sá não é a sua opinião &quot;distanciada&quot;, tão popular nos dias que correm. O que me choca é a quantificação do terror pelo número de atingidos por essa repressão. Se a PIDE torturasse a maioria dos cidadãos a situação mudava em quê?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aquilo que me arrepia nos comentários de Pina de Sá não é a sua opinião &#8220;distanciada&#8221;, tão popular nos dias que correm. O que me choca é a quantificação do terror pelo número de atingidos por essa repressão. Se a PIDE torturasse a maioria dos cidadãos a situação mudava em quê?</p>
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		<title>Por: Pinto de Sá</title>
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		<dc:creator>Pinto de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2006 11:05:52 +0000</pubDate>
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		<description>Um esclarecimento que porventura é pertinente: não pretendia, no comentário anterior, minimizar a devastação que constituiram os 30 mil presos políticos realizados pela PIDE ao longo de 48 anos - nem, sobretudo, o medo sobre os cidadãos comuns que tais prisões alimentaram! Mas é claro que foram sempre uma minoria, relativamente à totalidade da população, os que foram assim perseguidos. Também a menção que fiz à &quot;ideologia que existiu em tempos&quot; não pretendeu ser nenhuma falta de respeito pelos que ainda a mantêm, mas apenas a constatação da realidade sociológica actual e das suas tendências de evolução.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um esclarecimento que porventura é pertinente: não pretendia, no comentário anterior, minimizar a devastação que constituiram os 30 mil presos políticos realizados pela PIDE ao longo de 48 anos &#8211; nem, sobretudo, o medo sobre os cidadãos comuns que tais prisões alimentaram! Mas é claro que foram sempre uma minoria, relativamente à totalidade da população, os que foram assim perseguidos. Também a menção que fiz à &#8220;ideologia que existiu em tempos&#8221; não pretendeu ser nenhuma falta de respeito pelos que ainda a mantêm, mas apenas a constatação da realidade sociológica actual e das suas tendências de evolução.</p>
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		<title>Por: Pinto de Sá</title>
		<link>http://estudossobrecomunismo2.wordpress.com/2006/08/31/irene-pimentel-alguns-dados-para-uma-biografia-de-antonio-rosa-casaco/#comment-744</link>
		<dc:creator>Pinto de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Sep 2006 21:10:52 +0000</pubDate>
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		<description>Este texto de Irene Pimentel é muito bem fundamentado e segue uma linha que, a ter sido adoptada logo após o 25 de Abril, teria permitido o julgamento da PIDE à luz de valores consensuais da nossa democracia, enterrando de vez o ideário e os mitos de honestidade do regime deposto.
Em vez disso, durante o PREC e por pressão do PCP e sobretudo da extrema-esquerda, optou-se por publicar uma lei (8/75) que criminalizava a PIDE no seu todo e sem excepções. Como a lei era rectroactiva, violava o 11º artigo da Declaração Universal dos Direitos do Homem, o que comprometeu definitivamente a sua aceitabilidade pela comunidade de nações democráticas. Por essa razão, e também pelas fortes reticências das Forças Armadas em aplicar tal lei a uma instituição com a qual tivera estreita colaboração durante os 13 anos de guerra colonial, o julgamento da PIDE ficou inteiramente por fazer de forma cabal - mesmo os seus piores crimes.
Ora sem dúvida que teria sido possível julgar os crimes da PIDE à luz da justiça corrente e do direito pré-existente, o que teria sido muito mais consensual e sobretudo politicamente pedagógico. Uma investigação orientada nesse sentido teria trazido a lume os crimes comuns de corrupção, roubo, desvio de fundos e abuso de poder que caracterizam sempre o poder, sobretudo o poder absoluto, e teriam minado muito mais a imagem da PIDE e do regime para as gerações vindouras, para o tempo em que já ninguém der importância à meia dúzia de elementos de uma ideologia que existiu em tempos (o comunismo) que sofreu a repressão.  E ainda que um tal tipo de investigação pudesse vir a não conseguir provar indubitavelmente todos os casos de tortura pela PIDE, os que se conseguiriam comprovar mereceriam condenações universais - casos como o de Miguel Torga, por exemplo, seriam certamente de condenação bem mais consensual e duradoura do que os dos velhos dirigentes comunistas...
Mas ainda que com 30 anos de atraso, este trabalho - tal como Irene Pimentel o está a fazer - é o que deve ser feito!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto de Irene Pimentel é muito bem fundamentado e segue uma linha que, a ter sido adoptada logo após o 25 de Abril, teria permitido o julgamento da PIDE à luz de valores consensuais da nossa democracia, enterrando de vez o ideário e os mitos de honestidade do regime deposto.<br />
Em vez disso, durante o PREC e por pressão do PCP e sobretudo da extrema-esquerda, optou-se por publicar uma lei (8/75) que criminalizava a PIDE no seu todo e sem excepções. Como a lei era rectroactiva, violava o 11º artigo da Declaração Universal dos Direitos do Homem, o que comprometeu definitivamente a sua aceitabilidade pela comunidade de nações democráticas. Por essa razão, e também pelas fortes reticências das Forças Armadas em aplicar tal lei a uma instituição com a qual tivera estreita colaboração durante os 13 anos de guerra colonial, o julgamento da PIDE ficou inteiramente por fazer de forma cabal &#8211; mesmo os seus piores crimes.<br />
Ora sem dúvida que teria sido possível julgar os crimes da PIDE à luz da justiça corrente e do direito pré-existente, o que teria sido muito mais consensual e sobretudo politicamente pedagógico. Uma investigação orientada nesse sentido teria trazido a lume os crimes comuns de corrupção, roubo, desvio de fundos e abuso de poder que caracterizam sempre o poder, sobretudo o poder absoluto, e teriam minado muito mais a imagem da PIDE e do regime para as gerações vindouras, para o tempo em que já ninguém der importância à meia dúzia de elementos de uma ideologia que existiu em tempos (o comunismo) que sofreu a repressão.  E ainda que um tal tipo de investigação pudesse vir a não conseguir provar indubitavelmente todos os casos de tortura pela PIDE, os que se conseguiriam comprovar mereceriam condenações universais &#8211; casos como o de Miguel Torga, por exemplo, seriam certamente de condenação bem mais consensual e duradoura do que os dos velhos dirigentes comunistas&#8230;<br />
Mas ainda que com 30 anos de atraso, este trabalho &#8211; tal como Irene Pimentel o está a fazer &#8211; é o que deve ser feito!</p>
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