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	<title>Comentários em: Rodrigues da Silva &#8211; ENTREVISTA NO JORNAL DE LETRAS (EXCERTO)</title>
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	<description>OS MOVIMENTOS RADICAIS DA ESQUERDA E A OPOSIO AO ESTADO NOVO</description>
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		<title>Por: Nuno Martins</title>
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		<dc:creator>Nuno Martins</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2006 02:15:00 +0000</pubDate>
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		<description>Álvaro Cunhal também no meu blog.

Saiu a primeira parte do meu texto.

Mais partes serão publicadas nos próximos tempos.

Nuno Martins.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Álvaro Cunhal também no meu blog.</p>
<p>Saiu a primeira parte do meu texto.</p>
<p>Mais partes serão publicadas nos próximos tempos.</p>
<p>Nuno Martins.</p>
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		<title>Por: martins enquanto foi comuna</title>
		<link>http://estudossobrecomunismo2.wordpress.com/2006/01/21/rodrigues-da-silva-entrevista-no-jornal-de-letras-excerto/#comment-369</link>
		<dc:creator>martins enquanto foi comuna</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Jan 2006 12:32:00 +0000</pubDate>
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		<description>Admiro a sageza na promoção do seu livro “Álvaro Cunhal, uma biografia política”. Para além das múltiplas acções de divulgação da eminente publicação, que a antecederam, até à cobertura mediática no lançamento, quer-me parecer que você não deixa este trabalho para mãos alheias. Depois, para que o livro não caia em esquecimento no escaparate das livrarias, lembrou-se de lhe dedicar um blog! Coisa interessante, esta, de aproveitar um blog para continuar a falar-se da obra (não apenas para você continuar a falar, mas para que outros falem…).
A subtileza do tema – a “biografia” dum homem cuja vida era um mistério – e a posição política do autor eram só por si garantias de êxito editorial. Mas o homem, ainda vivo, era avesso à devassa da sua vida privada e privilegiava a vida colectiva em detrimento da individual, que afinal fora moldada confundindo-se com a do partido que abraçara e que dirigia ia para mais de cinquenta anos. Daí a subtileza do subtítulo: uma biografia política. Assim sendo, o tema fundamental seria a vida política de Cunhal no PCP.
Ao longo dos milhares de páginas por que se estendem os três volumes publicados da sua “biografia política” de Álvaro Cunhal, é difícil descortinar alguma coerência entre o título e o conteúdo. Você aborda, com alguma ligeireza, os meandros da oposição democrática e da vida interna do PCP, assim como aspectos conhecidos da vida de Cunhal, mas a história “política”, das diversas posições políticas (ou da falta delas), continua por fazer.
A sensação que deixa transparecer, mais marcadamente neste terceiro volume, é a de que se entreteve a contar uma série de historietas, algumas pitorescas (no meio adverso da clandestinidade), baseadas em factos, é certo, mas nem por isso menos desprovidas de qualquer interesse para a história “política” do supostamente biografado ou do PCP.
A história “política” de Álvaro Cunhal, e a do próprio PCP, merecia mais factos que mostrassem a verdadeira dimensão do mito que o fascismo português deixou construir (à sua imagem e à do povo português): um pequeníssimo partido, que nalguns períodos se aproximou de uma seita de fanáticos desqualificados, com uma ideologia fluida, pouco sólida em termos teóricos ou de compreensão do marxismo-leninismo e apenas povoada dos estereótipos comunistas em termos organizativos e de ódio ao capitalismo, sem grande influência nas massas trabalhadoras e que nunca constituiu qualquer perigo para o regime (apesar da áurea de que o comunismo gozava nas épocas até agora abordadas).
O período que se segue é ainda interessante para a história “política” do supostamente biografado e do PCP. Espero, sinceramente, que no volume (ou volumes) em que o aborde você proceda à análise política que tem faltado nos já publicados. Se possível, fazendo-o com uma escrita mais cuidada, quanto ao estilo e às regras da pontuação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Admiro a sageza na promoção do seu livro “Álvaro Cunhal, uma biografia política”. Para além das múltiplas acções de divulgação da eminente publicação, que a antecederam, até à cobertura mediática no lançamento, quer-me parecer que você não deixa este trabalho para mãos alheias. Depois, para que o livro não caia em esquecimento no escaparate das livrarias, lembrou-se de lhe dedicar um blog! Coisa interessante, esta, de aproveitar um blog para continuar a falar-se da obra (não apenas para você continuar a falar, mas para que outros falem…).<br />
A subtileza do tema – a “biografia” dum homem cuja vida era um mistério – e a posição política do autor eram só por si garantias de êxito editorial. Mas o homem, ainda vivo, era avesso à devassa da sua vida privada e privilegiava a vida colectiva em detrimento da individual, que afinal fora moldada confundindo-se com a do partido que abraçara e que dirigia ia para mais de cinquenta anos. Daí a subtileza do subtítulo: uma biografia política. Assim sendo, o tema fundamental seria a vida política de Cunhal no PCP.<br />
Ao longo dos milhares de páginas por que se estendem os três volumes publicados da sua “biografia política” de Álvaro Cunhal, é difícil descortinar alguma coerência entre o título e o conteúdo. Você aborda, com alguma ligeireza, os meandros da oposição democrática e da vida interna do PCP, assim como aspectos conhecidos da vida de Cunhal, mas a história “política”, das diversas posições políticas (ou da falta delas), continua por fazer.<br />
A sensação que deixa transparecer, mais marcadamente neste terceiro volume, é a de que se entreteve a contar uma série de historietas, algumas pitorescas (no meio adverso da clandestinidade), baseadas em factos, é certo, mas nem por isso menos desprovidas de qualquer interesse para a história “política” do supostamente biografado ou do PCP.<br />
A história “política” de Álvaro Cunhal, e a do próprio PCP, merecia mais factos que mostrassem a verdadeira dimensão do mito que o fascismo português deixou construir (à sua imagem e à do povo português): um pequeníssimo partido, que nalguns períodos se aproximou de uma seita de fanáticos desqualificados, com uma ideologia fluida, pouco sólida em termos teóricos ou de compreensão do marxismo-leninismo e apenas povoada dos estereótipos comunistas em termos organizativos e de ódio ao capitalismo, sem grande influência nas massas trabalhadoras e que nunca constituiu qualquer perigo para o regime (apesar da áurea de que o comunismo gozava nas épocas até agora abordadas).<br />
O período que se segue é ainda interessante para a história “política” do supostamente biografado e do PCP. Espero, sinceramente, que no volume (ou volumes) em que o aborde você proceda à análise política que tem faltado nos já publicados. Se possível, fazendo-o com uma escrita mais cuidada, quanto ao estilo e às regras da pontuação.</p>
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